universo e religião


 É de certa forma estranho pensarmos que após um certo acontecimento, seja ele por acidente ou não, tudo que conhecemos e não conhecemos se criou.  

Pense comigo: em algum lugar, no meio de um gigantesco nada, ou no meio de um pequeno tudo, um aglomerado de coisinhas minúsculas surtou e acabou explodindo, criando assim algo extremamente constante que se expande a todo segundo, que está se expandindo agora enquanto escrevo este texto fútil com pensamentos sem preço. Que se está se expandindo enquanto você lê o mesmo, e que vai continuar se expandindo pela eternidade. Estranho, não é?

Algo que me faz refletir muito sobre nosso lugar, que provavelmente dividimos com outros de nossos semelhantes talvez ainda desconhecidos, é a relatividade. Não necessariamente a relatividade de Einstein, mas sim o sentido mais profundo da palavra.

Pense comigo, se não tivéssemos passado por toda essa estrada chamada evolução, nada existiria. Não estaríamos aqui. 

É complexo pensar nisso, pois sempre que me pego imaginando uma situação em que não estamos aqui, uma lacuna enorme preenche minha mente. É impossível imaginar algo que não estávamos lá para presenciar, já que fomos cultivados com a idéia de que antes desse tal surto, nada existia. Imaginar o nada não passa de, bom... imaginar o nada.

Caso você não tenha entendido, vou tentar explicar de uma forma mais simples. Ou não. De qualquer maneira, vamos lá:

Imagine que você está em uma sala. Nesta sala, existe uma caixa com um gato dentro (pois é, se você tem o mínimo senso científico ou o mínimo conhecimento sobre memes, você sabe do que estou falando). Agora, imagine que um homem entra nesta sala, em suas mãos ele carrega um tanque pequeno com uma substância que pode ou não ser venenosa. Ele insere esta substância na caixa, ainda com o pobre gatinho lá dentro.

A questão de tudo isso é: o gato se encontra vivo, ou morto?

Partindo do ponto que você não faz idéia se a substância era tóxica ou não, você só saberá a partir do momento que abrir a caixa e ver a real situação lá dentro. Mas, enquanto não fizer isso, será o que todos conhecemos como paradoxo.

Imagino que os últimos parágrafos tenham ficado científicos demais, e eu peço desculpas por isso. Na verdade, eu não ligo nem um pouco, até porque conhecimento mínimo da ciência é uma obrigação de todos, já que todos freqüentamos no mínimo o fundamental. Mas, de qualquer forma, explicando para quem não entendeu absolutamente nada sobre o gato:

Imagine que o Pinóquio diga que o nariz dele irá crescer. Se o nariz crescer, será uma verdade, logo não teria porquê isso acontecer. Se não crescer, seria uma mentira, logo o nariz teria que crescer. 

Entendeu? É um loop infinito. Essa é a parte legal dos paradoxos. Eles não trabalham com certo ou errado, não trabalham com ser ou não ser. Eles simplesmente existem, simplesmente estão ali flutuando na mente de quem os imagina. Como uma roda gigante que nunca para, sempre em um loop infinito perante a idéia do infinito e do nada, tudo em uma simples teoria boba.


Isso tudo remete ao ponto que citei antes, sobre imaginar o nada ou o tudo que havia antes da propriamente dita explosão. Assim como a situação do gato na caixa, só saberíamos o que tinha lá se de fato estivéssemos lá, mas como não é o caso, se torna um paradoxo, algo sem resposta, já que não temos uma noção de tempo antes da criação de tudo.

Me impressiona como as pessoas não param para pensar sobre tais assuntos constantemente. Na verdade, me impressiona que pensam nisso tudo que acabei de citar como um todo, e reúnem este todo nas religiões. 

Sinceramente, não tenho nada contra religião ou religiosos, fora certos “pastores” e pregadores do dito evangelho que, descaradamente IMPLORAM por dinheiro em televisão aberta, aparentemente para provarem o poder de seu Deus perante aqueles que doarem ou deixarem de doar (Cof cof Silas Malafaia e Edir Macedo Cof cof).


A religião, ao meu ver, é uma forma de pessoas terem algo ou alguém além dos dito líderes acima delas, o que é algo perfeitamente normal. O ser humano enquanto animal necessita de liderança perante ele, caso contrário, sabe-se lá onde iríamos parar. 

O grande problema disso são os já citados pastores, que enganam pessoas em grande maioria de bem, dizendo que terão um lugar garantido no céu caso passem seu cartãozinho na maquininha de Deus, que olha só, ironicamente, na maioria das vezes não apresentam ou omitem informações sobre para onde está indo este dinheiro. Estranho, não é mesmo?

O mais engraçado nisso tudo, pra mim, não é nem o ato já citado de passar o cartão em uma maquininha duvidosa, mas sim, o fato de estes fiéis geralmente usarem roupas comuns, humildes, enquanto seus “líderes” usam ternos muito provavelmente de alto valor, moram em mansões gigantescas e ainda encontram algum tempo para se meterem em política. É no mínimo triste ver situações deploráveis como esta, onde pessoas mais espertas se aproveitam de maneira totalmente maliciosa e errada de pessoas de bem, humildes.


Nem tudo do que vomitei para vocês agora tem a ver com o universo e tudo que eu havia falado antes. Mas, saiba que isto tem um motivo concreto: quero que pensem mais sobre o universo, sobre paradoxos e tudo mais. Mas também que pensem menos e ajam mais quanto à este tipo de religião enganosa.

(ou eu simplesmente perdi totalmente a minha linha de raciocínio. Mas foda-se. Eu de fato não me importo.)


“Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses.”

- Sócrates


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